12 de julho de 2017

A vergonha de professar a fé em Cristo


João 12.42 Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; 43 porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

Todo ser humano já tem dentro de si, por natureza, o anseio pelo destaque, pelo reconhecimento. Nos dias de hoje é comum, no ambiente de trabalho, por exemplo, a busca pelo reconhecimento (melhor funcionário, o destaque), coisas até certo ponto naturais, visto que é uma cultura propagada e que perpassa os anos.

Mas o que advém dessa atitude?

Em busca disso, muitas pessoas tem se distanciado de Deus, ferido seus semelhantes, destruído relacionamentos e sofrido as sequelas.

Remetendo-nos ao texto de João 12, percebemos que as próprias autoridades creram na Palavra proferida por Jesus e temos exemplos, como Nicodemos que foi ter com ele e desfrutou de um momento precioso, vendo a exposição de questões necessárias às quais ele não compreendia (João 3).

Certamente que para uma autoridade da época, seria totalmente inviável e desprezível dar crédito a quem “afrontasse” sua doutrina, disseminando algo totalmente controverso. Isso seria punido até mesmo com a morte.

Mais tarde, ainda vemos o mesmo Nicodemus buscando contradizer os sacerdotes e fariseus sobre um tipo de juízo sem coerência, pois sequer queriam ouvir Jesus.

João 7.50 Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: 51 Acaso, a nossa lei julga um homem, sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? 52 Responderam eles: Dar-se-á o caso de que também tu és da Galileia? Examina e verás que da Galileia não se levanta profeta. 53 [E cada um foi para sua casa.

Mas ainda assim, é provável que Nicodemos cresse em Jesus ainda que de forma oculta.

Fazendo um paralelo com os dias atuais, muitos de nós fazemos algo semelhante. 

Pesamos de forma superficial nosso testemunho não levando em consideração nossas responsabilidades como cristãos. Uma saudação sequer é pronunciada com alegria, com responsabilidade porque há o temor e a vergonha de que alguém saiba que somos cristãos.

Para a atualidade, diante de tantos escândalos, é provável que sejamos taxados de caretas, tolos e etc. Então para não sermos expostos, melhor não correr o risco e ficar de boca fechada.

Muitas vezes nos calamos diante da propagação do erro e da imoralidade. Sorrimos, nos omitimos, fazendo-nos participantes da incoerência deste mundo.

Até mesmo entre cristãos, nos dias atuais, é possível de forma individual ou em grupo, constatar pessoas se parecendo mais com o mundo do que com Cristo, buscando glória uns dos outros.

É mais fácil respeitarmos e servirmos aos patrões, as autoridades jurídicas e outras. Certamente porque sabemos que podem nos advir consequências dos atos contrários, sendo caracterizada a desobediência.

Tudo isso é para que nossos olhos sejam abertos, levando em consideração que Deus não se deixa enganar. Se nos envergonharmos dele, perante alguém, perante este mundo, ele conhece a cada um de nós e sabe como nos tratar e o que nos está reservado mais adiante.

Outra coisa é que se assim procedermos, iremos incorrer no mesmo erro dos que criam em Jesus, mas não manifestavam: João 12.43 porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.


Deus tenha misericórdia de nós!

24 de outubro de 2015

O Deus que tem cuidado de nós


Nos últimos dias são muitas as situações que tem ocorrido, seja em minha vida, na sua e para como aqueles que nos rodeiam. Os contextos são os mais diversos e adversos que se possa imaginar. Assalto, doenças, morte, corrupção e por aí vai.

Perceba que com a existência de tais situações, a tendência do ser humano é de se afligir e assim também chega a recorrer a a ou b buscando alguma forma de libertar-se do momento.

O ideal, não só nos momentos de dificuldade, de perda, é buscarmos a Deus e confiar que ele tem nos sustentado. A problemática principalmente possa estar em não contemplar a ação de Deus em nossas vidas. A maioria das pessoas está tão ansiosa por coisas, que mal contempla os livramentos de Deus, a segurança que só ele pode nos dar.

O salmo 92 mostra um contexto de guerra onde o salmista demonstra sua confiança para com Deus e consequentemente contempla a proteção e o sustento que Deus lhe oferece.

Salmo 92.1 O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente 2 diz ao SENHOR: Meu refúgio e baluarte, Deus meu em quem confio.

Segurança semelhante não existe! Quando o povo de Israel ia a batalha sem consultar ou sem ter Deus a frente, qual era mesmo o resultado? Eles desfaleciam, eles eram derrotados. Semelhantemente nós sofremos quando não confiamos em Deus, quando não direcionamos nosso anseio por ele.

Façamos de Deus a nossa habitação cotidianamente, ao único que é sublime, que é Altíssimo.

Podemos perceber o cuidado que nossos pais tem para conosco, a forma que cuidam de nós, a importância que temos para eles, o carinho, o amor, a dedicação que nos destinam. Contemplemos também os animais para com os seus filhotes, que embora pareçam cuidar deles de forma abrupta, estão ao seu lado. O versículo 4 mostra Deus como uma ave que protege seus filhotes.

Salmos 91.4 Cobrir-te-ás com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo.

Devemos então confiar na misericórdia de Deus, nos seus livramentos (que são muitos) para conosco. Cada dia que acordamos, cada dia que estamos indo e voltando das nossas atividades. Se estamos em dificuldade, se estamos em dores, em sofrimento, que nossos olhos contemplem a majestade de Deus em nome de Jesus. 

Não me canso e não deixarei de dizer: Segurança só em Deus!

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Alex Salustino

29 de abril de 2015

Antes do fim


Nos dias atuais tratar sobre o fim dos tempos parece não ser mais essencial. As pessoas estão preocupadas com o aqui e o agora, não há tempo para pensar em "histórias" de fim dos tempos. Mas a realidade é bem diferente do que se pensa. A Palavra de Deus já nos adverte há tempo sobre o fim de tudo. Todavia, para os que tem esperança em Cristo, o fim não é o término de tudo, mas representa a nova vida em eternidade com ele.

Lucas 11 nos traz lições gloriosas sobre o que ocorre antes e como será a vinda de Cristo. Primeiro:

Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir? (vs. 7)

A pergunta acima feita pelos discípulos está ligada ao que o Jesus mencionara antes nos versículos 5 e 6 sobre a destruição do templo. Adiante Jesus expande mais sobre os acontecimentos futuros na terra.

Respondeu ele: Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais. (vs. 8)

Já vivemos tais coisas em nossos dias? É claro que sim. Como nos dias antigos, falsos profetas tem se levantado e proferido enganação mundo a fora, tentando entreter multidões com discursos deturpados sobre as Escrituras. As pessoas caem porque não estão munidas com a Palavra de Deus, não estão bem alimentadas da mesma, para elas é mais fácil ouvir sobre prosperidade, curas e milagres, mas não ouvir falar sobre a realidade do céu, inferno e arrependimento.

Atualmente muitos cristãos estão atentos a movimentos, a shows a diversos tipos de coisas menos a pregação do genuíno evangelho. Muitos pastores tem lutado com a força que Deus lhes concede para manter o rebanho firme na igreja, para ver as igrejas com vidas que realmente tenham um compromisso fiel com Jesus Cristo. A juventude também tem sido bombardeada com tantos movimentos trazidos por cantores e falsos pastores que discursam podridão, seja em canções ou pregações.

Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. (vs.9)

Pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. Logo não há como escapar de tais acontecimentos. O fim vem e é inevitável.

Nos versículos adiante Jesus vai falar sobre nação contra nação, terremotos, epidemias, fome, perseguição aos cristãos e do ódio que muitos tem pelo seu povo. De todos os acontecimentos todos são difíceis e dolorosos, mas podemos descansar no que ele diz:

Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma. (vs. 18, 19)

Mas não para por aí. Mais adiante Jesus trata da vinda do Filho do Homem. Será um acontecimento maravilhoso, que jamais haverá igual. É o momento onde:

Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima. (vs. 25 - 28)

Diante das dificuldades antes do fim, a vinda de Cristo nos conforta em nossas aflições. Não são as nossas situações atuais que definem o curso da nossa vida, mas se verdadeiramente estamos em Cristo, firmados em sua Palavra, os pesares não poderão nos abalar e nos fazer retroceder, porque a mão de Deus está sobre nós, nos conduzindo e nos envolvendo com o seu amor.

Importante é saber também que a vida com Cristo não nos permite estar desatentos, irresponsáveis com o testemunho e o compromisso na fé. Pelo contrário, se requer vigilância em todo tempo.

Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem. (vs. 36)

Roguemos a Deus que tenha misericórdia de nós, que nos ajude a vivermos uma vida de santidade e que os nossos pés estejam firmados no evangelho. Que não nos deixemos envolver com falsas doutrinas e bagunças em nome da Bíblia, seja vindo de quem for. Somente a Palavra de Deus é e deve ser a nossa regra de fé e prática.

Alex Salustino

Alex Salustino
Cristão resgatado pelo precioso sangue de Cristo! Bibliotecário, blogueiro, músico, fotografo amador, graduando em marketing, proprietário da Alex Artes Gráficas. Sou o responsável por administrar o Pregando o Evangelho. Deus te abençoe!