21 de dezembro de 2011

O Evangelho ao gosto do freguês

Nestes dias atuais, estamos vendo calamidade por todas as partes. Um esfriamento profundo acerca do desejo das pessoas em buscar a Deus. São corações angustiados, pessoas depressivas, atormentadas pelos seus pesares, mas que não querem nada com Deus. Quando nos aproximamos delas e falamos acerca de pecado, sentem-se como que julgadas, vítimas e passam a abominar a nossa presença. Isso se dá porque não querem ouvir a mensagem da verdade, não querem ser conflitados com o seu pecado, com a podridão que habita dentro de si mesma. (Romanos 3.10)

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Romanos 3.23) Falar uma mensagem dessa para o contexto de vida das pessoas atualmente é se preparar para perder amizade, receber criticas e ser chamado de santinho. Mais então quer dizer que temos de fazer ao inverso do que Paulo diz: Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. (Gálatas 1.10)

O que se ver hoje sendo pregado por muitos homens que se dizem ser pastores, em púlpito é teologia da prosperidade, festival de curas, bençãos, milagres, muita festividade, movimento puro e nada do evangelho de Cristo. Cristo já perdeu sentido para as muitas igrejas nestes arredores do mundo. A mensagem bíblica perde espaço para uma mensagem que massageie o ego das pessoas, que não os leve a refletir sobre a ida ao inferno caso não se arrependam. Tornam Deus um ser submisso aos próprios caprichos, declarando: Tome posse e coisa parecida. A igreja tem ouvido falar de líderes evangélicos da atualidade, tem visto apóstolos, bispos e até patriarcas, pode isso? Mais é a ironia e soberba do homem.

Assistindo a alguns vídeos dos pregadores Paul Washer, John Piper, Charles Spurgeon, Lutero, Jonathas Edwards e também lendo livros acerca dos homens da fé, vejo as coisas totalmente diferentes. São homens que pregam e que pregaram realmente a Palavra de Deus como a mesma é, não moldada as vontades dos homens. Certa vez, Jonathan Edwards, passou 3 dias em oração e jejum, pois ele haveria de ministrar a Palavra de Deus num auditório na Nova Inglaterra e logo que chegou a este lugar e começou a pregar, as pessoas que ali estavam, naquele ambiente, chorando e agarradas as colunas do lugar, clamavam dizendo: Pare! Pare! Eu não quero ir para o inferno! Porque isso não é pregado nas igrejas hoje em dia? Evangelho podre e imundo é este que está sendo inserido no meio das igrejas. As igrejas preocupadas com métodos de atrair vidas e se esquecem da Bíblia, da mensagem real do arrependimento, da necessidade se haver santidade.

Vidas hoje querem se chegar a Deus para ter oportunidade de lhe pedir um carro do ano, um bom emprego, uma esposa bonita, mas nada de santidade, de arrependimento genuíno, de compromisso com a obra de Deus. Então, a igreja verdadeiramente está pregando o evangelho de Jesus?

Parece fácil dizermos que estamos fazendo a vontade de Deus, mas talvez ainda não tenhamos parado para nos alisar, para visitar-nos bem lá no local mais árido do nosso coração, mas pela nossa tão grande sujeira ocular (do coração), isso não é possível, então cabe-nos clamar ao Espírito Santo para nos revelar o que temos feito, o que nos falta fazer e que nos quebre, que nos ponha o prumo do Senhor para nos guiar pelas veredas corretas.

Alex Salustino

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Alex Salustino

Alex Salustino
Cristão resgatado pelo precioso sangue de Cristo! Bibliotecário, blogueiro, músico, fotografo amador, graduando em marketing, proprietário da Alex Artes Gráficas. Sou o responsável por administrar o Pregando o Evangelho. Deus te abençoe!