11 de dezembro de 2012

Deus meu, Deus meu


Texto base: Salmo 22

Lendo o Salmo 22, me deparei com diversas referências ao Novo Testamento. A leitura feita acerca deste Salmo me fez refletir acerca do que o Senhor Jesus passou, embora aqui, o salmista já expusesse o sofrimento de Cristo.

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido? (Vs. 1)

Esse é um grito de abandono. Lembra que no Novo Testamento, no momento em que Cristo está pregado na cruz, Ele cita essa expressão? Pois bem, Davi estava experimentando apenas uma sombra do abandono da presença gloriosa de Deus, porém Jesus, acima de Davi e de todo o povo de Deus, estava ali na cruz suportando a maldição merecida pelo pecado.

Leitor! Gostaria que você refletisse bem. Pense no quanto Cristo sofreu. Foi preço de sangue, não foi encenação da paixão de Cristo em Nova Jerusalém ou qualquer outro lugar. Foi sofrimento real. Morte de cruz, que representava maldição. Lembra da profecia de Isaías 53? Pois é, ela se cumpriu. Cristo suportou o que nenhum de nós poderia suportar. Ou você teria condições de receber golpes perfurando pregos em suas mãos e seus pés, é claro, depois de ter sido açoitado brutalmente? E ainda após isso dizer: Pai! Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.? Nosso pecado não deixou e nem nos deixaria realizar esse feito glorioso.

Confiou no SENHOR! Livre-o ele; salve-o, pois nele tem prazer. (Vs. 8)

E então, depositar a confiança em Deus mesmo em face a morte? Difícil não é mesmo? Mas foi isso que o Senhor fez. Mesmo após a dor e todo o sofrimento, Ele não retrocedeu, mas obteve triunfo em todas as coisas para o seu Louvor e Glória.

Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim. (Vs. 17)

Uma situação que Davi estava passando referente a sua angústia, porém também se refere ao corpo machucado do Senhor Jesus.

Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes. (Vs. 18)

E verdadeiramente isto ocorreu. Como se Cristo já estivesse morto, seus inimigos repartiram entre si as suas vestes durante a sua crucificação.

A nós que fomos chamados por Cristo, precisamos reconhecer esta ação de sua parte para que hoje pudéssemos ser libertos do cativeiro do pecado e passarmos a andar na luz. Porém temos de ter cuidado, pois não é pelo fato de estarmos na graça, que podemos igualar a liberdade cristã a liberdade mundana que é a mesma coisa que prisão, laço das trevas, escuridão. Sempre que retrocedemos e pecamos, é como se crucificássemos a Cristo novamente. Devemos avaliar a nossa vida cristã, nossas atitudes, nossa maneira de servir ao Senhor, se realmente demonstram que estamos Nele e Ele em nós, pois Ele sabe quem o busca, quem realmente anseia por andar em santidade, fazer a sua vontade na face da terra e anseia pela sua vinda.

Apesar de todo o sofrimento de Cristo, Ele é Senhor e vive e reina para todo o sempre. Venceu a morte e está assentado a direita de Deus nos céus. Ele sempre vencerá e não morre mais. E vive para interceder pelos santos diante de Deus.

A você que se acha independente da salvação de Cristo, que acredita que já tem algum lugar reservado no céu para você, simplesmente porque se acha filho de Deus, mas não ama a sua Palavra, não busca segui-la, se deleita nas coisas desta vida (pecado), suas atitudes são reprováveis perante todos, então, seja você quem for, lhe exorto como João Batista: Arrependei-vos, pois é chegado o Reino dos Céus! Aproveite a oportunidade, veja o quanto de podridão existe em você, e saiba que sem a presença de Cristo em sua vida, sem o Espírito Santo agindo sobre ti, sua vida caminha a passos curtos para o tormento eterno. Arrepender-se não é algo vergonhoso, mas reconhecer que você é um miserável pecador e que Jesus Cristo, que é o Senhor da Glória, pode remover todos os grilhões que te envolvem, daí você passará a desfrutar de uma vida verdadeira, vida esta que lhe inclina perante os pés de Cristo ao invés de recorrer aos rudimentos deste mundo para satisfazer a sua própria carne.

Deus tenha misericórdia de nós.

Referência
Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblia do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009.
1984p.; 24cm.

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Alex Salustino

Alex Salustino
Cristão resgatado pelo precioso sangue de Cristo! Bibliotecário, blogueiro, músico, fotografo amador, graduando em marketing, proprietário da Alex Artes Gráficas. Sou o responsável por administrar o Pregando o Evangelho. Deus te abençoe!