10 de janeiro de 2013

Este nenhum mal fez

Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. Lucas 23.41

Porque mataram Jesus? Qual o seu crime? Quais os agravantes perante a lei que levaram o Senhor a ser crucificado?

Para o povo, Jesus deveria ser crucificado, porque segundo eles, Ele havia vedado o tributo a César e afirmava ser o Cristo, o Rei. Lucas 23.2

Cristo sabia quem era, Ele já sabia também que muitos o rejeitariam, pois outrora mencionara aos seus discípulos que padeceria diversas coisas da parte daqueles que haveriam de se constituírem seus inimigos, mas nunca esqueceu que isso tudo era referente ao cumprimento dos decretos de Deus, por isso cumpriu tudo por completo, sem nada faltar.

E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com ele. Lucas 23.32

Ele (Jesus) sendo tão bom, misericordioso, tendo efetuado tantas curas e milagres no meio do povo, tendo chamado para junto de si àqueles que foram feitos seus discípulos e futuramente apóstolos, mas ainda assim, merecia morrer e ainda mais: ao lado de dois malfeitores. Já parou para refletir?

Já ouviu aquela expressão: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és." ? Mas nesse caso, Jesus não andou com os malfeitores, Ele não partilhava dos negócios errados, dos seus crimes. No caso de pessoas que se acompanham dos maus nesta vida e vivem a fazer as mesmas coisas que eles, essa frase pode se encaixar, mas para Jesus não é apropriada de maneira alguma. Devemos nos reportar ao que diz Isaías 53.12: Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Sem nada ter cometido de errado, foi contado entre os transgressores. Assim, Cristo cumpriu a profecia. E lá estava Ele, depois ter sido espancado, depois de tantas dores, estava ao lado de um e de outro e ouvia da parte de um:

Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Lucas 23.39b

Atualmente parece que as coisas não andam tão diferentes do tempo do Senhor Jesus, a não ser a morte de cruz, mas parece que para muitos de nós, Cristo só é o Cristo se Ele novamente for a cruz, se o vermos e se Ele soltar-se de lá. Nisso implica dizer que a nossa incredulidade e falta de conhecimento acerca do Senhor está em nível altíssimo e é triste demais, pois nossa maneira de crer Nele está contida (na grande maioria das vezes) apenas na realização de todos os nossos desejos e caprichos (na grande maioria das vezes), mas e quando isso não acontece? Então a incredulidade parece que possui porta aberta e adentra ao nosso coração e então abrimos a porta e toda a casa para as murmurações e todas aquelas coisas ruins que entristecem o coração do Senhor e que nos fazem esmorecer na fé.

Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. (Lucas 23.40, 41)

Um dos malfeitores reconheceu quem era Jesus! Glória a Deus por isso!

Assumir os nossos erros é importante e fundamental e é claro que confessa-los também para que assim possamos viver numa vida de comunhão com o Senhor, mas também precisamos de um arrependimento genuíno para que na sua vinda, estejamos a ouvi-lo nos chamar. Observe este lindo diálogo:

E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. (Lucas 23.42, 43)

Ainda antes de entregar o seu espírito ao Pai, Jesus olhou para o malfeitor e lhe disse isso. Jesus sempre foi o mesmo, continua e continuará sendo: Rei Soberano, Majestoso, cheio de Glória, que habita nas alturas e quem tem tudo e todos sob os seus pés, venceu a morte e está assentado a destra do Deus Todo Poderoso. Enquanto é tempo, nos acheguemos com coração quebrantado aos pés Dele para que assim possamos clamar por sua misericórdia e sermos por Ele, achados fiéis.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Amém.


Referência
Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblia do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009.
1984p.; 24cm.

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Alex Salustino

Alex Salustino
Cristão resgatado pelo precioso sangue de Cristo! Bibliotecário, blogueiro, músico, fotografo amador, graduando em marketing, proprietário da Alex Artes Gráficas. Sou o responsável por administrar o Pregando o Evangelho. Deus te abençoe!